A balança pesa tudo junto: músculo, gordura, osso e água. O exame de composição corporal separa esses compartimentos — a bioimpedância estima o corpo inteiro e a distribuição por segmento; o ultrassom muscular mede, em milímetros, a espessura no ponto exato onde o aparelho encosta. Cada um responde uma pergunta diferente, e nenhum dos dois decide nada sozinho.
A cena se repete no consultório. A pessoa treina há meses, come melhor do que comia, e o número da balança quase não se move. Ela conclui que nada está acontecendo.
Ou o contrário: perdeu seis quilos, está feliz com o número — e chega cansada, com menos força para subir a escada que subia antes.
Nos dois casos falta a mesma informação. Não é quanto a pessoa pesa. É do que aquele peso é feito, e para que lado ele está andando.
Este artigo explica o que cada exame mede, como se preparar, de quanto em quanto tempo faz sentido repetir e o que a ciência sustenta sobre a confiabilidade de cada método. No fim, quem procura só o exame também encontra o caminho prático: em Pindamonhangaba, no Instituto AlphaPró, a avaliação é feita mesmo para quem não é paciente da casa.
Avaliação de composição corporal em Pindamonhangaba
No Instituto AlphaPró, no Centro de Pindamonhangaba, a bioimpedância multifrequencial de oito eletrodos e o ultrassom muscular são feitos no mesmo atendimento e saem num laudo único. O exame faz parte do acompanhamento de nutrição esportiva e clínica e de medicina do esporte — e também é feito para quem vem só para ele, inclusive encaminhado por outro profissional. Atendemos moradores de Pindamonhangaba e das cidades vizinhas do Vale do Paraíba.
Resumo: para que servem a bioimpedância e o ultrassom
- O número absoluto depende do aparelho: quinze aparelhos de bioimpedância medidos contra um método de referência erraram de 3,5 pontos para baixo a 11,7 pontos para cima na estimativa de gordura corporal. Comparar o seu resultado com o da balança da academia não informa nada.
- Mas o mesmo aparelho repete muito bem: na mesma pesquisa, o erro de repetição ficou entre 0,0 % e 0,49 %. É por isso que a bioimpedância vale muito mais para acompanhar você ao longo do tempo do que para dar um veredito num dia só.
- Preparo importa mais do que jejum rigoroso: padronizar comida, bebida e atividade nas 24 horas anteriores reduziu o erro do exame. E um café tomado antes já altera a medida em 30 minutos — por causa da água, não da cafeína.
- Menstruada pode: em mulheres treinadas, as fases do ciclo e o uso de anticoncepcional não mudaram as variáveis de composição corporal. O que muda um pouco é o peso — cerca de meio quilo, de água extracelular, nos dias de menstruação.
- A bioimpedância acompanha bem o total e é limitada no segmento: num programa de treino de sete semanas, o método de referência detectou ganho de massa magra em braços e pernas; a bioimpedância, não. É aí que o ultrassom entra.
- Mudança pequena demais não é mudança: cada método tem um limiar abaixo do qual a diferença é ruído de medida, e não resultado. Medir de semana em semana produz números, não informação.
1. O que a balança não consegue separar
A balança doméstica faz uma coisa só, e faz bem: informa a força com que o seu corpo aperta o chão. Ela não tem como saber o que produziu aquele peso.
É como pesar uma mala fechada no balcão do aeroporto. O número diz se você passa do limite. Não diz se lá dentro tem roupa, livro ou pedra.
Dois quilos a menos podem ser gordura perdida. Podem ser água. Podem ser músculo — e, nesse caso, o número que desceu representa um resultado pior, não melhor. Abrir a mala é o que o exame de composição corporal faz.
O que a bioimpedância mede
O aparelho envia uma corrente elétrica baixíssima, que você não sente, e mede a resistência que o corpo oferece à passagem dela. Tecidos com muita água e eletrólitos — músculo, sangue — conduzem com facilidade. Gordura e osso resistem.
A partir dessa resistência, o aparelho estima os compartimentos do corpo: quanto é massa magra, quanto é gordura, quanto é água, e como isso se distribui entre tronco, braços e pernas. Também estima a gordura visceral, aquela que fica em volta dos órgãos do abdome — e que a literatura associa ao risco cardiometabólico de forma mais próxima do que a gordura logo abaixo da pele.
A palavra a guardar é estima. O aparelho não vê gordura. Ele mede uma propriedade elétrica e aplica uma equação. Isso não é defeito: é como o método funciona, e voltaremos a isso no próximo bloco.
O que o ultrassom muscular mede
Aqui a lógica é outra. O ultrassom encosta na pele, emite som e escuta o eco que volta das camadas de tecido. O que sai é uma medida direta, em milímetros: a espessura da gordura logo abaixo da pele e a espessura do músculo, naquele ponto específico.
Não é uma estimativa do corpo inteiro. É uma régua encostada num lugar definido. Por isso o ultrassom responde uma pergunta que a bioimpedância não alcança bem: este músculo, deste lado, mudou?
Massa magra e massa muscular não são a mesma coisa
Essa confusão aparece em quase toda devolutiva, e vale desfazer agora.
Massa magra — ou massa livre de gordura — é tudo o que no seu corpo não é gordura: músculo, osso, órgãos e a água que está dentro e fora das células. É o que a bioimpedância consegue estimar.
Massa muscular é só o músculo. É uma parte da massa magra, não o total dela.
A diferença tem consequência prática. Como a água entra na conta da massa magra, uma variação de hidratação aparece como massa magra a mais ou a menos, sem que um grama de músculo tenha sido construído ou perdido. É por isso que a espessura medida diretamente pelo ultrassom acrescenta informação: ela olha o músculo onde ele está, sem a água do corpo inteiro no meio do caminho.
2. Bioimpedância é confiável? Depende da pergunta
Essa é a dúvida que mais chega, e a resposta honesta tem duas partes.
Para acertar o número absoluto: confiança moderada
Uma pesquisa comparou quinze aparelhos de bioimpedância — catorze de consumo e um de pesquisa — contra um modelo laboratorial de quatro compartimentos, que é uma das melhores referências disponíveis. O erro constante variou de 3,5 pontos percentuais para baixo a 11,7 pontos para cima na estimativa de gordura corporal, dependendo do aparelho.
Leia esse intervalo de novo, porque ele resolve uma confusão comum. A mesma pessoa, no mesmo dia, pode receber resultados muito distantes em aparelhos diferentes. Não é que um esteja mentindo e outro dizendo a verdade: cada equipamento usa a própria equação, calibrada numa população própria.
Em aparelhos multifrequenciais de oito eletrodos, medidos contra a densitometria por raios X, a literatura descreve um desvio sistemático: eles tendem a subestimar a gordura e a superestimar a massa livre de gordura. Num estudo, a superestimativa da massa livre de gordura foi de 2,33 kg, ou 3,6 %. Em outro, com adultos ambulatoriais distribuídos em quatro faixas de índice de massa corporal, a concordância com a densitometria ficou alta em todas as faixas.
Resumo: o número tem valor, e tem margem. Ele situa você numa faixa. Ele não é uma medida exata de quantos gramas de gordura o seu corpo tem.
Para acompanhar a sua mudança: confiança alta
Aqui a história muda completamente. Na mesma pesquisa dos quinze aparelhos, o erro de repetição — medir duas vezes seguidas e comparar — ficou entre 0,0 % e 0,49 %. E quando os participantes voltaram de 12 a 16 semanas depois, o erro constante na mudança caiu para algo entre 0,4 ponto para baixo e 1,3 ponto para cima.
Em aparelhos da família InBody comparados à densitometria, os coeficientes de correlação intraclasse ficaram em 0,98 ou acima para percentual de gordura, massa gorda e massa livre de gordura.
Traduzindo para a sua vida: o aparelho é muito bom em dizer para que lado você está indo, e razoável em dizer exatamente onde você está. Que é justamente o que interessa em acompanhamento.
E a balança de farmácia, a de academia, a do relógio?
A diferença começa no desenho do aparelho. Equipamentos de consumo costumam usar uma frequência só e medir por um caminho curto — pé a pé, quando você sobe numa balança, ou mão a mão, quando segura um dispositivo. Uma revisão recente descreve o que isso implica: são baratos e fáceis, mas em geral não dão acesso aos dados brutos da medida, muitos não têm validação clínica publicada nem certificação regulatória.
Os aparelhos multifrequenciais de oito eletrodos — que medem pelos dois pés e pelas duas mãos ao mesmo tempo — conseguem separar os segmentos do corpo e estimar melhor a distribuição de líquidos e de massa magra. É esse tipo de equipamento que o Instituto usa.
Nada disso torna a balança de casa inútil. Ela serve para o que serve: o peso. O erro é pedir a ela uma resposta sobre composição e tomar decisão em cima disso.
3. Como se preparar para o exame
Se o método mede água e resistência elétrica, tudo que mexe com o seu estado de hidratação mexe com o resultado. Daí o preparo.
O fator crítico no preparo: repetir as mesmas condições
Um estudo com atletas recreativos testou uma ideia simples: repetir, nas 24 horas anteriores ao segundo exame, exatamente a mesma comida, a mesma bebida e a mesma atividade física do primeiro. O erro de precisão do aparelho caiu.
Essa é a regra de ouro, e ela é mais importante do que qualquer lista de proibições: chegue sempre nas mesmas condições. Mesmo horário, mesmo estado, mesma rotina no dia anterior. Uma medida feita em jejum e a seguinte feita depois do almoço não formam uma linha do tempo comparável.
Preciso estar em jejum?
O padrão para a avaliação é chegar em jejum de alimentos e sem ter treinado. Mas o motivo não é o que a maioria imagina.
Um ensaio randomizado e duplo-cego deu café a adultos saudáveis em três doses de cafeína — zero, 200 mg e 400 mg — e mediu a bioimpedância seis vezes ao longo de 70 minutos. Os parâmetros se alteraram depois de 30 minutos, e o percentual de gordura estimado, depois de 45. O detalhe que interessa: a alteração aconteceu independentemente da dose de cafeína. Os autores atribuem o efeito à água ingerida junto, não ao estimulante.
Ou seja: o problema não é a cafeína. É o líquido e o alimento que entram e ainda não se distribuíram pelo corpo. A mesma lógica vale para o treino, que desloca líquido e altera a distribuição.
E se eu estiver mal hidratado no dia?
Um estudo mediu a densidade da urina antes do exame e separou os participantes em três faixas: bem hidratados, normais e levemente desidratados. As diferenças entre o aparelho e a densitometria não foram afetadas de forma relevante dentro dessa faixa investigada.
Isso é tranquilizante, e tem limite claro: a faixa testada foi de variação normal do dia a dia. Chegar logo depois de um treino longo no calor, ou depois de uma noite de desidratação real, é outra história.
Posso fazer menstruada?
Pode. E essa resposta tem estudo atrás dela.
Em 52 mulheres com ciclo regular e 33 em uso de anticoncepcional oral, medidas por bioimpedância em diferentes fases do ciclo, nenhuma variável de composição corporal — peso, metabolismo basal, massa gorda, massa livre de gordura, água corporal total — apresentou diferença significativa entre as fases. Os autores concluem que a avaliação pode ser feita em qualquer momento do ciclo.
Um segundo estudo, com 42 mulheres medidas duas vezes por semana ao longo do ciclo, encontrou um detalhe honesto: o peso ficou cerca de 0,45 kg maior durante a menstruação, por conta de um aumento de aproximadamente 0,474 kg de água extracelular. Nenhuma outra variável de composição mudou de forma significativa.
Então a orientação prática é essa: não adie o exame por causa da menstruação. Só registre que foi nesse período, porque aquele meio quilo a mais tem nome e tem explicação — e quem lê o resultado precisa saber disso para não confundir retenção com ganho.
4. O que o ultrassom muscular mede: a régua encostada no ponto
O equipamento portátil de ultrassom usado em composição corporal trabalha em modo A — uma forma simples de leitura, que devolve distâncias em vez de imagem. Encosta no ponto, mede a espessura das camadas, registra o número.
O que a literatura sustenta com firmeza
A medida de espessura é a camada mais sólida do método. Comparado ao ultrassom de imagem, mais caro e de maior resolução, o aparelho portátil devolveu diferenças médias abaixo de 0,91 mm e correlações intraclasse acima de 0,95 para gordura subcutânea, espessura muscular e qualidade muscular, em trinta participantes medidos antes e depois de exercício.
A confiabilidade também é forte, e supera a do adipômetro — aquele instrumento que belisca a dobra de pele. Com examinadores iniciantes, o ultrassom empatou ou venceu em todos os pontos medidos. No abdome, a diferença foi grande: correlação de 0,984 no ultrassom contra 0,693 no adipômetro.
Para o percentual de gordura estimado a partir dessas espessuras, uma revisão sistemática com meta-análise de treze estudos encontrou correlação forte com o método de referência: 0,870, com intervalo de confiança de 0,845 a 0,895.
E o que ela não sustenta
Aqui é preciso ser franco, porque a mesma meta-análise que traz a correlação forte também traz as ressalvas — e elas estão no corpo do trabalho, não no título.
Todos os estudos de validade incluídos apresentaram alto risco de viés na seleção dos participantes, houve viés de publicação declarado, e o desempenho se mostrou satisfatório sobretudo em amostras grandes e em homens. Ou seja: o percentual de gordura vindo do ultrassom é uma boa referência, não um veredito.
E há um limite que importa no dia a dia. Um estudo com 144 adultos, de índice de massa corporal entre 16,6 e 45,0, estabeleceu o quanto um número precisa mudar para que a mudança seja real e não ruído de medida: cerca de 2,95 pontos percentuais de gordura com o mesmo avaliador, e 3,43 pontos quando o avaliador muda — 3,24 em homens e 3,65 em mulheres.
Isso tem consequência direta. Repetir o exame com o mesmo profissional não é preferência: é o que mantém o limiar mais estreito e permite enxergar mudanças menores.
5. Bioimpedância e ultrassom no mesmo laudo: por que a leitura combinada muda a conduta
Se a bioimpedância já estima braços e pernas separadamente, por que acrescentar o ultrassom? Porque a literatura mostra exatamente onde a bioimpedância perde resolução.
Um estudo acompanhou homens jovens ao longo de dez semanas de treino de força, medindo antes e depois pelos dois métodos. Para as mudanças totais — percentual de gordura, massa gorda, massa livre de gordura —, a concordância com o método de referência foi forte. Para as mudanças segmentares, os autores são diretos: os dois métodos foram maus preditores um do outro.
Outro trabalho, com atletas universitários em sete semanas de treino fora de temporada, chegou ao mesmo lugar por outro caminho. O método de referência detectou aumento de massa magra nos braços e nas pernas. A bioimpedância, não.
Não é falha do aparelho. É o desenho do método: ele estima um segmento inteiro a partir de uma propriedade elétrica média. O ultrassom faz o oposto — mede pouco, mas mede direto, no ponto.
Os dois exames respondem perguntas diferentes, e é por isso que, no Instituto AlphaPró, eles não são lidos isolados. Bioimpedância e ultrassom entram no mesmo laudo, e a leitura é feita contra o histórico do próprio paciente — não contra uma tabela de população. Acompanhamos ponto a ponto entre uma avaliação e a seguinte, e o que sai dali não é um PDF entregue na mão: vira conduta alimentar, ajuste de proteína, orientação de suplementação, conversa com quem prescreve o treino.
Aqui cabe a imagem do indicador de combustível. Ninguém decide abastecer olhando o ponteiro uma vez. Você decide porque viu o nível descendo ao longo dos dias, e para antes de acabar. Um exame isolado é uma foto do ponteiro. O que muda conduta é a direção entre duas leituras.
6. Periodicidade: de quanto em quanto tempo repetir o exame
A pergunta certa não é "com que frequência posso medir", e sim "em quanto tempo existe algo novo para ver".
Duas evidências ajudam a responder. A primeira já apareceu: cada método tem um limiar abaixo do qual a diferença é erro de medida. Nos aparelhos InBody comparados à densitometria, a diferença mínima detectável no percentual de gordura ficou entre 2,12 e 2,73 pontos. No ultrassom com o mesmo avaliador, em torno de 2,95 pontos.
A segunda é o tempo que o corpo leva para mudar. Um ensaio randomizado acompanhou homens jovens em treino de força três vezes por semana, medindo a cada duas semanas. A força melhorou já na segunda semana. A espessura muscular, só na quarta. A qualidade do tecido muscular, apenas na oitava.
Junte as duas coisas e a conclusão é prática: medir de semana em semana produz números que oscilam dentro da margem de erro, e isso cria ansiedade sem criar informação. Um intervalo que acompanhe o ciclo da conduta em curso — e não a vontade de ver o número mudar — é o que faz a comparação valer.
Quem está em processo de emagrecimento acelerado, em uso de medicação para obesidade ou em mudança grande de treino tende a precisar de intervalos mais curtos. Quem está em manutenção, mais longos. Essa definição é individual, e é parte da conduta.
7. Para quem esse exame faz diferença
Quem está usando medicação para obesidade
Com os análogos de GLP-1, a perda de peso costuma ser rápida. A pergunta que o exame responde é se o que está saindo é gordura ou se massa magra está indo junto. A balança não distingue as duas coisas — e a diferença entre elas define se o resultado se sustenta depois.
Quem treina
Treinar e comer melhor ao mesmo tempo frequentemente produz ganho de músculo e perda de gordura simultâneos. No peso, isso aparece como "nada mudou". Na composição, como duas mudanças em direções opostas.
Mulheres na transição da menopausa e depois dela
Nessa fase, a distribuição de gordura costuma mudar de lugar, e a massa muscular tende a exigir mais estímulo e mais proteína para ser mantida. Acompanhar composição, e não só peso, muda o que se enxerga.
Gordura visceral: quem tem exames alterados sem excesso de peso aparente
Gordura visceral elevada pode conviver com peso dentro do esperado. A literatura associa a área de gordura visceral estimada por bioimpedância aos estágios de risco cardiometabólico, com desempenho modesto como teste isolado — o que reforça o ponto: é um sinal a investigar junto com os exames de sangue, nunca um diagnóstico por si.
Preciso ser paciente do Instituto para fazer só o exame?
Não. A avaliação de composição corporal é feita para quem vem apenas para isso, sem vínculo com consulta. Muita gente chega assim — encaminhada por um personal trainer, por um médico ou por outro nutricionista — faz o exame, recebe o resultado e segue o acompanhamento com o profissional que indicou.
8. Para o profissional que encaminha
Este bloco é para personal trainers, médicos, fisioterapeutas e nutricionistas do Vale do Paraíba que acompanham alguém e precisam de uma medida de composição corporal melhor do que a balança.
- O que existe aqui: bioimpedância multifrequencial de oito eletrodos e ultrassom portátil para espessura de gordura subcutânea e de músculo.
- O que o seu paciente leva de volta: o laudo da avaliação, com os dois exames no mesmo documento e a comparação com as avaliações anteriores dele, quando existirem.
- Continuidade: o acompanhamento segue com você. Se o paciente voltar para reavaliar, a comparação é feita contra a série dele — e, sempre que possível, com o mesmo avaliador, porque isso estreita o limiar de mudança detectável.
- Como encaminhar: pelo WhatsApp da recepção, no fim desta página. Agendamento direto, sem necessidade de consulta prévia.
A avaliação não substitui a sua conduta nem interfere nela. Ela devolve um dado melhor para você trabalhar.
Opinião do Especialista
"A frase que eu mais escuto na avaliação é: 'mas eu emagreci, o que tem de errado?'
Nada tem de errado com emagrecer. O que eu preciso saber é o que saiu. Quando alguém perde peso rápido e chega relatando menos força, menos disposição e mais frio, eu não estou olhando para o número da balança. Estou olhando para o que sustentou aquele corpo enquanto ele encolhia.
Um exame isolado não me diz isso. Ele me dá um retrato. O que me diz alguma coisa é o segundo exame comparado ao primeiro, da mesma pessoa, medida do mesmo jeito. É a direção que informa, não o ponto.
E tem uma parte que eu faço questão de dizer em voz alta, porque ela é contraintuitiva: o número não decide nada sozinho. Eu já vi resultado "excelente" em alguém que estava mal, e resultado "mediano" em alguém que estava indo muito bem. O exame entra na mesa junto com o sangue, a rotina de treino, o sono e o que a pessoa relata sentir. Minha briga nunca foi com quem trata doença — é com a falta de olhar antes que ela apareça.
Por isso aqui a avaliação não termina no papel. Ela termina em decisão: quanto de proteína, o que muda no plano, o que conversar com quem prescreve o treino."
— Thiago Marfori, Nutricionista CRN3 00373/S
Quem olha o quê no Instituto AlphaPró
O exame é um passo. A leitura dele se divide:
- O nutricionista: lê os dois exames contra o histórico do paciente e transforma o resultado em conduta alimentar — quanto de proteína, como fica o plano, o que entra de suplementação e o que não precisa entrar.
- A médica do esporte e nutróloga: avalia os exames de sangue, as condições clínicas e as medicações em uso que mudam a leitura da composição corporal.
- A psicóloga: trabalha a relação com o número — porque acompanhar composição corporal só ajuda quem consegue olhar o dado sem que ele vire cobrança.
Perguntas Frequentes
O que acontece no dia do exame de composição corporal?
A bioimpedância é uma medida rápida: você fica de pé no aparelho, descalço, segurando os eletrodos das mãos, enquanto uma corrente elétrica baixíssima e indolor percorre o corpo. O ultrassom leva mais tempo, porque exige medir vários pontos do corpo, um a um. A maior parte do atendimento não é a medida em si — é o preparo e a leitura do que saiu.
Preciso estar em jejum para fazer bioimpedância?
O padrão é chegar em jejum de alimentos e sem ter treinado, porque comida, líquido e exercício deslocam água pelo corpo e a bioimpedância mede justamente resistência elétrica, que depende de água. Um ensaio randomizado mostrou que até um café altera os parâmetros em 30 minutos — e o efeito veio da água ingerida, não da cafeína. Mais importante que o jejum rigoroso, porém, é repetir sempre as mesmas condições: padronizar comida, bebida e atividade nas 24 horas anteriores reduziu o erro do exame em estudo com atletas.
Posso fazer bioimpedância menstruada?
Pode. Em estudo com 52 mulheres de ciclo regular e 33 em uso de anticoncepcional oral, nenhuma variável de composição corporal diferiu entre as fases do ciclo. Outro trabalho, com 42 mulheres, encontrou cerca de 0,45 kg a mais de peso durante a menstruação, explicados por aumento de água extracelular, sem mudança nas demais variáveis de composição. A orientação é não adiar o exame, apenas registrar que ele foi feito nesse período.
Qual a diferença entre bioimpedância e ultrassom muscular? Qual é melhor?
Não são concorrentes: respondem perguntas diferentes. A bioimpedância estima o corpo inteiro e a distribuição entre tronco, braços e pernas a partir da resistência elétrica dos tecidos. O ultrassom mede diretamente, em milímetros, a espessura da gordura e do músculo no ponto em que o aparelho encosta. A literatura mostra que a bioimpedância acompanha bem as mudanças totais e perde resolução nas mudanças segmentares — que é onde o ultrassom é forte. Por isso, no Instituto AlphaPró, os dois entram no mesmo laudo.
A bioimpedância da academia deu um resultado diferente. Qual está certo?
Provavelmente nenhum dos dois está errado, e comparar os dois é que não funciona. Uma pesquisa com quinze aparelhos de bioimpedância medidos contra um método laboratorial de referência encontrou erros que iam de 3,5 pontos percentuais para baixo a 11,7 pontos para cima, conforme o equipamento, porque cada um usa a própria equação. O que tem valor é acompanhar a sua evolução sempre no mesmo aparelho: no mesmo estudo, o erro de repetição ficou entre 0,0 % e 0,49 %.
De quanto em quanto tempo devo repetir o exame?
O intervalo útil é aquele em que existe algo novo para ver. Cada método tem um limiar abaixo do qual a diferença é ruído: nos aparelhos InBody, a diferença mínima detectável no percentual de gordura ficou entre 2,12 e 2,73 pontos; no ultrassom com o mesmo avaliador, em torno de 2,95 pontos. E o corpo leva tempo: em ensaio randomizado com treino de força, a força melhorou na segunda semana, a espessura muscular na quarta e a qualidade do tecido só na oitava. Medir de semana em semana produz oscilação dentro da margem de erro. O intervalo certo acompanha o ciclo da conduta em curso e é definido caso a caso.
Preciso ser paciente do Instituto AlphaPró para fazer só o exame?
Não. A avaliação de composição corporal é feita também para quem vem apenas para isso, sem vínculo com consulta — inclusive para quem é encaminhado por um personal trainer, por um médico ou por outro nutricionista, e segue o acompanhamento com esse profissional. O agendamento é direto pelo WhatsApp da recepção.
O exame de bioimpedância dói ou tem contraindicação?
A corrente usada é de intensidade muito baixa e não é sentida durante a medida. Quem tem marca-passo ou outro dispositivo eletrônico implantado deve informar antes do exame, porque nesses casos a conduta padrão é avaliar a indicação com o médico responsável. Gestantes também devem informar, já que as equações do aparelho não foram desenvolvidas para a gestação.
Agendamento: como fazer sua avaliação no Instituto AlphaPró
Agora você sabe o que cada exame mede, o que o preparo muda e por que a direção entre duas medidas informa mais que um número isolado.
O que isso não resolve sozinho é o seu caso. Composição corporal ganha sentido junto com os seus exames, a sua rotina de treino, o seu sono e o que você está comendo de fato.
No Instituto AlphaPró, em Pindamonhangaba, nós fazemos a avaliação de composição corporal com bioimpedância e ultrassom no mesmo laudo — para quem é paciente da casa e para quem vem só para o exame.
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